Tentei o máximo me esforçar para esperar semana que vem para poder assistir o último episódio de The Originals, mas não me contive. Acho que eu não preciso esperar o último episódio para saber qual é a minha opinião.
 Bem, vamos lá. Uma das grandes promessas dessa última temporada seria a participação de Caroline (Candice King) já que esperamos pela promessa de Klaus (Joseph Morgan) ser cumprida desde The Vampire Diaries ("Eu pretendo ser o seu último amor, Caroline"). Até tivemos umas cenas bonitinhas deles e alguns flertes, mas eu não sei o que aconteceu com aquela BICTH da Julie Plec (produtora e roteirista) que tem a mania de estragar todos os shipps da série. Chegamos ao penúltimo episódio sem um beijo. Como o roteiro dela me irrita.
Outras coisas que irritaram bastante os fãs foram as mortes nem necessidade que ela cometeu desde The Vampire Diaries só para causar um impacto nos fãs. A Hayley (Phoebe Tonkin) teve um final muito injusto deixando o Elijah (Daniel Gillies) totalmente se sentindo culpado pela sua morte. Um grande personagem como o Elijah ficou muito emo nessa última. Outro personagem, só que coadjuvante, que tinha um grande valor diante do público era o Josh, outra morte para causar impacto sob a mira de um roteiro fraco e mais uma vez ela se perdeu na viagem hellmans deixando os fãs revoltados. 
Parece que a única personagem que terá final feliz será Rebekah ao lado de Marcel conseguirão tomar a cura e terão a vida de humanos que sempre desejaram. 
 Outra personagem que decepcionou foi a Hope (a poderosa tribrida, bruxa, lobisomem e vampira, filha de Klaus) Que interpretação fraca! Eu preferia mil vezes a criancinha da temporada passada. Porque eles tiveram que colocar essa menina adolescente, gente? Ela é chata e teve poucas ações na série, a maioria das cenas foram de mimimi, nem as cenas com Klaus conseguiu salvá-la. Uma coisa que ta incomodando muito é que os irmãos Originais serem os coadjuvantes da sua própria história só para mostrar o futuro terceiro spin off Legacies que será com a Hope. Sinceramente eu gostaria de ver mais o Always Forever juntos do que a chatinha da Hope, onde sua atuação não convenceu ninguém. 

Tirando a participação de Caroline, Alaric (Matt Davis) e a nostalgia dos Originais  de voltarem para Mystic Falls onde tudo começou em The Vampire Diaries, sinceramente foi a única coisa que eu gostei, além desse penúltimo episódio que teve mais ação.

Ainda ficaremos aflitos em saber qual será a última morte no último episódio a de Klaus ou a do Elijah isso tudo para salvar a Hope. Se o Klaus morrer, Julie Plec só sentenciará de uma vez por todas o quão péssima roteirista ela é e todo o sucesso de The Vampire Diaries se deve unicamente ao produtor e co-criador Kevin Williamson. Uma pena ela não ter levado essa parceria para The Originals, teria salvado a série. Mais tarde postarei uma resenha aqui sobre o spin-off: Legacies, que terá como protagonistas a Hope e o Alaric.


Uma palavra para definir a segunda temporada de Anne: Extraordinária!
A segunda temporada conseguiu superar a primeira, nem eu mesma acreditava que isso seria possível. A nova temporada trouxe temas muito polêmicos que para a época eram verdadeiros escândalos, como mulheres usarem calças, relacionamento homossexual, pedagogia progressista, amizades inter-raciais e padrões de beleza estabelecidos. A série está de parabéns! E tudo embalado pela leveza de paisagens rurais fantásticas e de palavras poéticas saindo da boca da nossa adorável ruiva protagonista: Anne. 
Vamos começar pela abertura, ela está fantástica! A fotografia, os efeitos, a música, as frases icônicas que marcaram a primeira temporada como: "Um cemitério de esperanças mortas" entre outras pulando na nossa frente junto com os nomes do elenco, para mim se tornou uma das melhores aberturas de séries americanas. Merecia ganhar até um prêmio!

As imagens grande angular das paisagens da fazenda e as filmagens na natureza das cores quentes misturadas com o vermelho do cabelo de Anne estão maravilhosas! O que são aquelas cenas de Anne com a raposa? Parece que a raposa realmente conversa com Anne pelo olhar. Essa série nos presenteia com cenas maravilhosas de tanta pureza!
Vamos aos personagens. Gostei muito de poder conhecer mais sobre a vida de Mattew e de Marília (os irmãos que adotaram Anne) as cenas de flash back sobre a infância deles. Adorei o menino que fez o Cole (Cory Gruter-Andrew) o talento dele pela arte é inibido e a todo custo sabotado pelo professor e pelos colegas de classe, por ele ser considerado "diferente" na escola, por se identificar mais com as amizades femininas e pelas aptidões artísticas e até o episódio 7 a gente fica na dúvida se o Cole é realmente gay ou não. A interpretação dele é maravilhosa e é sem dúvida um grande destaque para esta temporada.
Um outro novo personagem que entra na trama é o Sebastian, um homem negro, amigo que Gilbert faz no trabalho no navio a vapor. E ao voltar para Green Gables, ele carrega o seu jovem amigo com ele, sendo o único homem negro na cidade branca e tão conservadora causa um certo reboliço e muitos preconceitos.
Por fim, a nova professora da turma de Anne, surge nos últimos três episódios com a sua pedagogia a frente do seu tempo enfrentando o conservadorismo da cidade e dando fim ao bullying e as maldades do antigo professor.

A única coisa que senti falta foi mais ação entre a relação do Gilbert com a Anne, a dúvida se gosta ou não gosta, a implicância para chamar atenção do outro, todas as características da adolescência de quando se está apaixonado. Quero ver esse romance engatar na terceira temporada. Anne traz toda a leveza, a pureza e a poesia e quando acabamos de assistir ficamos anestesiados com um roteiro e interpretações tão envolventes que os 10 episódios acabam sendo considerados poucos. Ficamos com gostinho de quero mais.