The Sinner - A série que começa bem, mas vai perdendo o folêgo e no final se recupera.

/ novembro 28, 2017
The Sinner é uma minissérie de 8 episódios que está dividindo opiniões, de um lado pessoas que AMARAM e outras que criaram muitas expectativas em torno do roteiro, mas não se sentiram tão presas assim, como é o meu caso. Eu já vou contar o meu ponto de vista depois da sinopse.

SINOPSE

Uma mulher está numa praia aproveitando um dia de sol com seu filhinho e seu marido, mas surta totalmente do nada ao esfaquear sete vezes um rapaz na frente de todo mundo que até ai ela alega não o conhecer e não ter motivos para o assassinato. Um detetive intrigado com a história do crime tão sem respostas decide investigar o caso sozinho, se tornando obcecado para desvendar esse mistério e se envolvendo mais do que deve, estabelecendo uma "amizade" com a criminosa. 

 MINHA OPINIÃO

The Sinner começa bem empolgante, afinal nós temos um crime sem respostas e com a afirmação da criminosa não conhecer a vítima. Eu gosto muito de séries que envolvem cenas do passado da protagonista com cenas do presente, fazendo o telespectador ir entendendo aos poucos o desenrolar da trama. Mas, na minha opinião eles se prenderam muito ao passado dela com algumas cenas que poderiam ter sido cortadas, se arrastou muito. Pois bem, a Cora (a protagonista assassina) apresenta ter uma personalidade marcada por traumas psicológicos já que ela foi criada com muita rigidez pela mãe, uma fanática religiosa. Além de ser a vitima das insanidades da mãe, Cora é manipulada pela irmã mais nova que nasceu doente (Phoebe) eu gosto muito da relação das duas, apesar de ter alguns momentos que sinto raiva pela Cora ser tão influenciada pela irmã. Mas, no final acabei entendendo o quanto deve ser difícil para uma menina ser criada como uma doente dentro do quarto sem poder ter uma vida social contando apenas com o apoio e amizade da irmã. Algumas cenas das duas eu achei totalmente desnecessárias, me deixando com certo nojo, me fazendo pensar que a Phoebe poderia ter uma paixão platônica misturada com inveja pela Cora. 


                                                                                                            Cora e Phoebe
PONTOS NEGATIVOS 

Apesar da relação das irmãs serem de extrema importância para podermos entender o real motivo da Cora ter surtado e ter cometido um assassinato, achei bem arrastada. Um outro relacionamento abusivo é com o JD, um traficante e canalha por quem Cora se apaixona, ela também é influenciada por ele a fazer o que não quer diversas vezes, isso me deixou bem incomodada várias vezes nos episódios. Eu acho que eu esperava mais da protagonista, a achei muito fraca, mas eu acho que o objetivo da série era exatamente esse, mostrar uma Cora frágil, influenciada, oprimida pela família e pelo namorado. Mas, mesmo assim isso me incomodou, eu gosto de protagonistas fortes, lutadoras, enfim. A Cora não me cativou, mas a Jéssica Biel sim. Ela interpreta com excelência a personagem me surpreendendo, já que eu não conhecia o trabalho da Jéssica Biel. 
                                                                                   Cora e Phoebe, crianças

Eu achei também que a relação com o marido ficou um pouco distanciada e esquecida ao longo dos episódios, mostrando muito pouco o relacionamento nos flashes e no presente. Apesar de haver um episódio que o marido da Cora, Mason (Christopher Abbott) nos deixa bem tensos ao procurar esclarecer o passado da esposa por sua total vontade própria, achei que até isso se perdeu. Imaginei que algum momento ele fosse se juntar ao detetive, mas não. Ou poderia ter se envolvido com a policial, já que ele a conhecia desde a época da faculdade e se reencontram nesse infeliz acontecimento, mas isso também ficou jogado e não foi explorado. Deixando o telespectador novamente quase dormindo com as cenas arrastadas e sem emoção.
                                                                                                   Cora e o marido

PONTOS POSITIVOS

Como  na maioria das séries que perdem o fôlego no meio, porém quando vão chegando nos últimos episódios as séries começam a bombar. Apesar de muita gente estar criticando e achando bem óbvio, eu gostei bastante do final e achei tudo bem encaixado com atuações maravilhosas. 

O detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) se envolve mesmo no caso, não desistindo das pistas, embora a Cora minta, oculte e manipule dando pistas falsas, achei bem legal o personagem e da amizade que construiram a trancos e barrancos ao longo dos episódios. Um pouco da vida do detetive também é explorada como seu casamento frustrado e seus gostos por masoquismo e submissão sexual, nos deixando curiosos para sabermos mais do seu passado, já que ele carrega e esconde tantos traumas assim como Cora. 
                                                                                                        Detetive e Cora

A atuação de Jéssica Biel (Cora), Bill Pullman (detetive Ambrose) e Jacob Pitts (JD) estão maravilhosas e eles seguram bem seus personagens. 

Apesar da minha opinião sobre a série não ser a melhor, eu recomendo todos assistirem por tópicos que vou citar abaixo. E claro, cada um tem sua opinião, eu não amei tanto assim, mas vocês podem amar. Beijão.

Porque assistir The Sinner?

  • Jéssica Biel acertou no ponto da personagem Cora.
  • Para quem gosta de suspenses e roteiro policial
  • A série aborda assuntos sérios como assédio, repressão a mulher, relacionamentos abusivos, fanatismo religioso, tráfico de drogas.




The Sinner é uma minissérie de 8 episódios que está dividindo opiniões, de um lado pessoas que AMARAM e outras que criaram muitas expectativas em torno do roteiro, mas não se sentiram tão presas assim, como é o meu caso. Eu já vou contar o meu ponto de vista depois da sinopse.

SINOPSE

Uma mulher está numa praia aproveitando um dia de sol com seu filhinho e seu marido, mas surta totalmente do nada ao esfaquear sete vezes um rapaz na frente de todo mundo que até ai ela alega não o conhecer e não ter motivos para o assassinato. Um detetive intrigado com a história do crime tão sem respostas decide investigar o caso sozinho, se tornando obcecado para desvendar esse mistério e se envolvendo mais do que deve, estabelecendo uma "amizade" com a criminosa. 

 MINHA OPINIÃO

The Sinner começa bem empolgante, afinal nós temos um crime sem respostas e com a afirmação da criminosa não conhecer a vítima. Eu gosto muito de séries que envolvem cenas do passado da protagonista com cenas do presente, fazendo o telespectador ir entendendo aos poucos o desenrolar da trama. Mas, na minha opinião eles se prenderam muito ao passado dela com algumas cenas que poderiam ter sido cortadas, se arrastou muito. Pois bem, a Cora (a protagonista assassina) apresenta ter uma personalidade marcada por traumas psicológicos já que ela foi criada com muita rigidez pela mãe, uma fanática religiosa. Além de ser a vitima das insanidades da mãe, Cora é manipulada pela irmã mais nova que nasceu doente (Phoebe) eu gosto muito da relação das duas, apesar de ter alguns momentos que sinto raiva pela Cora ser tão influenciada pela irmã. Mas, no final acabei entendendo o quanto deve ser difícil para uma menina ser criada como uma doente dentro do quarto sem poder ter uma vida social contando apenas com o apoio e amizade da irmã. Algumas cenas das duas eu achei totalmente desnecessárias, me deixando com certo nojo, me fazendo pensar que a Phoebe poderia ter uma paixão platônica misturada com inveja pela Cora. 


                                                                                                            Cora e Phoebe
PONTOS NEGATIVOS 

Apesar da relação das irmãs serem de extrema importância para podermos entender o real motivo da Cora ter surtado e ter cometido um assassinato, achei bem arrastada. Um outro relacionamento abusivo é com o JD, um traficante e canalha por quem Cora se apaixona, ela também é influenciada por ele a fazer o que não quer diversas vezes, isso me deixou bem incomodada várias vezes nos episódios. Eu acho que eu esperava mais da protagonista, a achei muito fraca, mas eu acho que o objetivo da série era exatamente esse, mostrar uma Cora frágil, influenciada, oprimida pela família e pelo namorado. Mas, mesmo assim isso me incomodou, eu gosto de protagonistas fortes, lutadoras, enfim. A Cora não me cativou, mas a Jéssica Biel sim. Ela interpreta com excelência a personagem me surpreendendo, já que eu não conhecia o trabalho da Jéssica Biel. 
                                                                                   Cora e Phoebe, crianças

Eu achei também que a relação com o marido ficou um pouco distanciada e esquecida ao longo dos episódios, mostrando muito pouco o relacionamento nos flashes e no presente. Apesar de haver um episódio que o marido da Cora, Mason (Christopher Abbott) nos deixa bem tensos ao procurar esclarecer o passado da esposa por sua total vontade própria, achei que até isso se perdeu. Imaginei que algum momento ele fosse se juntar ao detetive, mas não. Ou poderia ter se envolvido com a policial, já que ele a conhecia desde a época da faculdade e se reencontram nesse infeliz acontecimento, mas isso também ficou jogado e não foi explorado. Deixando o telespectador novamente quase dormindo com as cenas arrastadas e sem emoção.
                                                                                                   Cora e o marido

PONTOS POSITIVOS

Como  na maioria das séries que perdem o fôlego no meio, porém quando vão chegando nos últimos episódios as séries começam a bombar. Apesar de muita gente estar criticando e achando bem óbvio, eu gostei bastante do final e achei tudo bem encaixado com atuações maravilhosas. 

O detetive Harry Ambrose (Bill Pullman) se envolve mesmo no caso, não desistindo das pistas, embora a Cora minta, oculte e manipule dando pistas falsas, achei bem legal o personagem e da amizade que construiram a trancos e barrancos ao longo dos episódios. Um pouco da vida do detetive também é explorada como seu casamento frustrado e seus gostos por masoquismo e submissão sexual, nos deixando curiosos para sabermos mais do seu passado, já que ele carrega e esconde tantos traumas assim como Cora. 
                                                                                                        Detetive e Cora

A atuação de Jéssica Biel (Cora), Bill Pullman (detetive Ambrose) e Jacob Pitts (JD) estão maravilhosas e eles seguram bem seus personagens. 

Apesar da minha opinião sobre a série não ser a melhor, eu recomendo todos assistirem por tópicos que vou citar abaixo. E claro, cada um tem sua opinião, eu não amei tanto assim, mas vocês podem amar. Beijão.

Porque assistir The Sinner?

  • Jéssica Biel acertou no ponto da personagem Cora.
  • Para quem gosta de suspenses e roteiro policial
  • A série aborda assuntos sérios como assédio, repressão a mulher, relacionamentos abusivos, fanatismo religioso, tráfico de drogas.




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Alias Grace estreou na Netflix no inicio de novembro e deixou uma grande fã suspirando pela sua história e sentindo na língua o gostinho de quero mais (eu). O Romance é de Margaret Atwood que foi reproduzido como minissérie pela Netflix com apenas seis episódios.



SINOPSE

A história se passa no inicio do século XX, nos trazendo a história de vida de Grace Marks, uma menina irlandesa de 16 anos que foi condenada pela justiça canadense por assassinar os patrões tendo como cúmplice o outro jovem empregado, James. Mas, ele foi condenado a forca e ela não. A mulher que usou o patriarcalismo contra a sociedade da época e a favor dela para escapar da pena de morte, conseguiu o perdão da justiça após 30 anos presa e até hoje ninguém sabe a verdadeira participação dela no crime. 
                                                  Anúncio procurando os criminosos Grace e James

O psiquiatra Dr. Simon Jordan, personagem criado por Atwood, analisa Grace Marks em diversas sessões por  vários dias para conhecer a história dela. Há várias suspeitas de que a garota seja louca, pois ela tem episódios de histeria e não consegue se lembrar dos acontecimentos relacionados às mortes de Thomas Kinnear e Nancy Montgomery. Talvez ela seja apenas insana e nem tenha assassinado os patrões. Este é o ponto de partida para a narrativa se desenrolar. Grace também apresenta uma personalidade meiga, recatada, pura, incapaz de cometer qualquer atrocidade e fazendo até o telespectador se questionar: como esse ser tão fofo matou duas pessoas? Pensei em diversos momentos que ela apresentava uma dupla personalidade, mas até o último minuto os criadores e Margaret Atwood não nos deixam ter certeza de nada, já que até na vida real não se sabe se ela realmente foi a cabeça do crime ou foi manipulada contra a vontade pelo outro empregado. 

O que eu achei bacana são as frases chave feministas que a personagem faz o psiquiatra refletir, coisas que ele nunca tinha imaginado ou pensado antes, o deixando totalmente sem resposta. Primeiro por ele ser um homem daquela época, daquela sociedade e segundo por ele ter recursos financeiros, ser de uma família abastada e não entender e nem saber quais as funções de um empregado numa casa de família. (Ele chega a fazer essa pergunta para Grace, fazendo ela debochar dele, por ele não ter noção nenhuma de nada do que acontece fora da bolha dele).
Por Grace ser extremamente inteligente, ele se envolve emocionalmente pela paciente, chegando a criar um amor platônico, crises de estresse, ansiedade e insônia. 
                                                                                        O psiquiatra

A filmografia oscila em duas partes, o presente com Grace presa e passando por todos aqueles maus tratos na prisão, as sessões diárias com o psiquiatra e a segunda parte em ela contando para o médico a sua biografia até chegar ao momento do crime.  A atriz Sarah Gadon que interpreta Grace, me deixou com os olhinhos lacrimejados diversas vezes, ao interpretar com Rebecca Liddiard. As duas são amigas na história, a única amiga de Grace, as duas são empregadas e compartilham uma amizade leal e pura. A personagem Mary Whitney (Rebecca Liddiard) tem uma grande participação no destino e no futuro de Grace Marks. 
                                                                                    Mary e Grace

Outro personagem também que me cativou é o médium e malandro Jeremiah (Zachary Levi) ele é vendedor e amigo das meninas. Com seu jeito malandro de ganhar a vida fazendo trapaças com os outros, vive de um modo cigano, (sem casa certa) e ao ler a sorte na mão de Grace a alerta para um triste destino. Fiquei muito feliz com a amizade deles e da forma como ele acalentava Grace (eu queria que ela tivesse casado com ele). Gostei muito desse ator, não conhecia o trabalho dele. 
                                                                                     Jeremiah e Grace

Conclusão

Eu acho que Grace Marks foi uma mulher muito esperta e a frente de seu tempo. ela conseguiu usar o patriarcalismo, ao posar de menina insana que precisava ser protegida, para fugir da morte. Enquanto seu cúmplice foi morto justamente porque criou uma antipatia do júri e da sociedade da época (ao contrário de Grace que era carismática), por ele apresentar um desespero avassalador ao acusar e xingar o tempo todo Grace de "vagabunda manipuladora", acredito que isso pesou na hora da condenação e pela garota se manter mais fria e sem fazer alarde o tempo inteiro acusando-o também. Uma coisa é certa, não houve tentativa na vida real de avisar a vítima, como mostra na série. Na vida real Grace foi até calculista ao mencionar no tribunal que pediu para ele não manchar o chão de sangue, porque se não, ela teria que limpar tudo. 

Porque assistir Alias Grace?

  • Para quem gosta de romance de época
  • Baseado em história real
  • A história retrata a opressão feminina 
  • A atriz Sarah Gradon interpreta Grace muito bem
  • A fotografia está lindíssima.
  • O figurino, o cenário e a paleta de cores criam um clima nostálgico 
  • A filmografia está impecável 
Olá

Vim hoje falar de um assunto bem sério e grave que está rolando no universo artístico nos últimos tempos. Como vocês devem ter acompanhado alguns produtores, o ator Kevin Spacey e agora Ed Westwick estão sendo acusados. Os três primeiros de assédio e o Ed de estupro. O Kevin Spacey já até assumiu, perdeu trabalhos e se internou numa clínica para viciados em sexo. E as acusações do ator Ed Westwick (mais conhecido por interpretar Chuck Bass em Gossip Girl) surgiram essa semana por duas atrizes (uma delas chegou a abandonar a carreira) que relataram terem sofrido violência sexual pelo ator há três anos atrás. A polícia de Los Angeles está investigando as duas acusações e eu continuo acompanhando tudo. 


Eu não conheço os produtores e sei muito pouco sobre a carreira do Kevin Spacey, mas do Ed eu realmente gostava (ou gosto, não sei mais) sou muito fã da série Gossip Girl, quem me acompanha aqui sabe que sempre faço postagens e relaciono alguns personagens com os meus posts. A resenha que fiz uma vez de Gossip Girl aqui no blog está entre os posts mais visualizados.

Enfim, eu quero dizer que as fãs (eu também estou me incluindo) seja com qualquer artista ou série, elas tendem a confundir o personagem com o ator ou a atriz, cria toda aquela magia. Nós fãs conhecemos o personagem (não o artista) e muitas das vezes os atores por interpretarem tantos anos o mesmo papel acaba que quando terminam muitos precisam fazer tratamento psicológico, já que acabam realmente surtando. Eu falo disso com propriedade porque já fui do teatro por muitos anos e já conheci muita gente pirada nesse meio. A facilidade para usar drogas, álcool, mulher e até homem (porque não?) tudo vem muito fácil quando se é famoso e tem dinheiro. Muitas crianças que começam nesse meio quando crescem acabam indo para o caminho errado, temos tantos exemplos. 

Muitas pessoas estão julgando as fãs, mas eu as entendo, muitas delas são garotas muito novas e associam a imagem do personagem com o do ator e acabam acreditando que é a mesma pessoa. As vezes até nem é isso, mas quando você admira um artista ou simplesmente apenas o trabalho dele, você não quer acreditar que qualquer coisa ruim possa ser verdade.

Eu acho muito bom esses casos começarem a aparecer mesmo após muitos anos para que essas pessoas que têm sucesso, dinheiro, não saiam por ai achando que podem fazer o que bem entendem com as outras. Estou tentando ter o máximo de coerência no que estou escrevendo, não quero afirmar que o Ed seja culpado ou inocente. Desejo que mais nenhum caso acabe em pizza e que tudo de errado que homens façam com mulheres ou mulheres com homens ou homens com homens, mulheres com mulheres seja punido. 

                                                           Leighton e Ed em Gossip Girl (casal icônico até os dias de hoje)

O caso Ed Westwick

by on novembro 10, 2017
Olá Vim hoje falar de um assunto bem sério e grave que está rolando no universo artístico nos últimos tempos. Como vocês devem ter acompa...
Atenção: Contém pequenos spoilers. 
Olá pessoal
Eu estava muito ansiosa para fazer essa postagem, pois acabei de assistir a segunda temporada de Stranger Things esses dias e mais um anexo "Behind of the scenes" que são mais nove episódios de entrevistas com os irmãos Duffer (criadores), atores, diretor e cenas de bastidores e muito mais. Está bem legal esse anexo, quem ainda não sabe que existe, corre lá  para assistir.
 Então, falando da segunda temporada, eu achei a primeira beeeem melhor que a segunda, até porque logo de inicio já tem o desaparecimento do Will que prende a nossa atenção. Nessa segunda temporada  todos "aparentam" estar bem, por isso eu acho que começa um pouco parada, mas com a entrada de novos personagens, novos vilões e novos desafios já começa a dar um gás. Novos vilões sobrenaturais do mundo invertido são mais sombrios do que a primeira temporada, como os "Demogorgons"  e o "Devorador de mentes" que possui o Will (tudo acontece com esse menino) gradativamente ele vai tomando a mente do Will a cada episódio.
Os novos personagens estão bem cativantes, começando com o Bob (o namorado da Joyce, vivida pela Winona Ryder) ele é adorável e super inteligente, ajuda a desenrolar várias coisas ao longo da temporada. Mais uma personagem nova que entrou para o clube dos meninos é Max (ela é a cara da Marina Ruy Barbosa) gosto muito do triângulo amoroso que ela forma entre o Dustin e o Lucas. Junto com ela o meio irmão bad boy que está disposto a roubar o lugar de rei do Steve na escola, ele é o único humano vilão por apresentar atitudes muitas das vezes violenta, até mesmo com a própria Max. Existe também o grupo punk que vive nas ruas liderado pela Oito (meia irmã de Eleven) e por fim o Murray que entra mais para ajudar Nancy e Jonathan a destruir o laboratório secreto dos cientistas, mas na verdade ele acaba ajudando no relacionamento mal resolvido entre eles.


Quero dizer que a história está mais desenrolada esse ano, vários desfechos que nós esperávamos  aconteceram, pontas soltas foram resolvidas como a morte da Bárbara e várias referências dos anos 80 estão bem conectados para matarmos a saudade dessa década tão gostosa, desde da trilha sonora até o fliperama. 
Observamos o Mike mais emo nessa temporada, sentindo falta da Eleven e implicando com a Max o tempo todo com medo de que ela ocupe o lugar de Eleven no grupo. O que eu achei bacana dessa vez foi sabermos mais um pouco sobre o passado da nossa protagonista Eleven e até sua mãe  e sua meia irmã aparecem. Adorei também ela ter estabelecido uma relação mais próxima quase de pai para filha com o xerife Hopper (shippo muito ele com a Joyce). A aliança improvável e muito especial do Steve e Dustin que resultou numa grande amizade. Enfim, a aventura mesmo foi guardada para os últimos episódios e estão bem legais fazendo ficarmos com água na boca querendo bis e embalados por uma década muito boa que não havia tanta tecnologia e todo mundo era criança de verdade.



Dos mesmos produtores de Gossip Girl e The O.C, Dynasty estreou em outubro e com apenas dois episódios já mostrou que é uma série de peso. Muito diferente do que estamos acostumados a ver de Josh Schwartz e Stephanie Savage sempre nos mostrando cenários adolescentes, sua nova série é bem diferente de outras produções. Só que Dynasty é um tipo de remake dos anos 80, produzida pela emissora ABC.

A série foi criada nos moldes de Dallas, tendo inclusive algumas características semelhantes, como as duas se tratarem de séries cujo foco são famílias petroleiras. Dinastia é considerada como a série rival de Dallas.


Sinopse

O bilionário Blake Carrington e a jovem Cristal (Nathalie Kelley) estão prestes a se casar, mas a notícia não parece agradar a todos, principalmente à filha do empresário Fallon Carrington (Elizabeth Gilles). Como se os conflitos entre as duas já não fossem suficientes, Blake precisa encarar a terrível rede de corrupção da alta sociedade, que pode acabar em assassinato.

Ainda contamos com Nathalie Kelley que interpretou a sereia em The Vampire Diaries e Alan Date que fez o milionário Cal Cooper em The O.C (para matar a saudade), agora ele é o mordomo que tudo vê e tudo sabe da família Carrington.


Apesar de vermos personagens semelhantes (não tem como não comparar o mesmo jeito da vilã Fallon com Blair Waldorf) eu gosto muito da temática que o Josh sempre usa de mostrar a vida dos poderosos, das ricas mansões, das badaladas festas isso tudo num jogo muito arriscado de poder e sedução e agora agradando e abrangendo um público maior, adulto. A série ainda está bem no começo e na netflix é anunciado cada novo episódio por semana, mas acredito que o enredo está muito bom e tem tudo para dar certo. Além do mais tem cenas bem engraçadas de brigas com a Fallon e a Cristal que agitam mais ainda as cenas. A novata Elizabeth Gilles (Fallon) está dando um show de interpretação de vilania, estou apostando muito nela para o sucesso da série. Se você ainda não conhece a série, corre lá para o netflix. E quem já assistiu os dois primeiros episódios comentem aqui, quero saber a opinião de vocês. Beijos!



Já tem algumas semanas que venho me inspirando a escrever esse texto. Também encontrei grande resistência ao publica-lo, muitas pessoas podem discordar de mim mesmo assim decidir falar sobre isso.

O MAL DA INTERNET

Eu sei que vivemos em um mundo globalizado, dinâmico e tudo hoje em dia chega de forma rápida e instantânea, mas o que eu venho percebendo principalmente depois de 2010 como a internet tem servido mais para o lado ruim do que para o lado bom. As pessoas se aproveitam que estão atrás de um computador ou celular para escreverem besteira e principalmente para ofenderem o outro. Antes fosse só isso, o que eu venho acompanhando é como os relacionamentos estão se tornando cada vez mais doentios, uma pessoa controla a outra pela bendita internet. São senhas invadidas, conversas sendo lidas sem permissão, uma exibição desmedida da sua própria imagem. Vocês sabiam que agora tem um aplicativo que ao ser instalado e ele fica ali escondido como se fosse um vírus no celular do namorado (a) para você receber as mensagens do whatsapp no seu celular?! Eu fiquei muito chocada quando escutei isso pela primeira vez. Até onde as pessoas são capazes de chegar? Eu não sei vocês, mas para mim isso denota um evidente desespero mental e emocional.

Dedos estão entortando, coluna está ficando com escoliose, a visão se tornando padronizada, relacionamentos estão sendo destrutivos e isso tudo para que? Para ter milhares de curtidas na sua foto na praia ou para tirar aquela selfie na academia que você só frequenta para mostrar como você é gostoso (a) e nem malha de verdade. 

Eu tenho Instagram também, posto fotos, mas defendo que tudo tem que ser medido e dosado, vamos parar de figuração. Quando eu exclui de vez a minha conta no FACEBOOK em maio deste ano, eu percebi como me senti livre, como aquilo me fez bem. Como eu percebi o quanto eu estava sendo autoritária e dona da verdade seguindo modinhas de redes sociais e me metendo nas postagens dos outros para expor minha verdade absoluta e aceitando os comentários ofensivos dos outros também. Decidi que não aceitaria mais aquilo e nem aceitaria mais expor minhas opiniões e ideias. Isso tudo para que? Opinião cada um tem a sua e é melhor guardar para você. Ninguém muda a cabeça de ninguém. Chamar uma pessoa de burra ou preconceituosa não te faz ser mais inteligente ou mente aberta. Para mim isso é falta de argumento inteligente para rebater tal ofensa. Seguir modinhas, participar de campanhas na internet, mudar a foto do perfil para arco-íris, repetir frases feitas não vão fazer o mundo se tornar melhor, mas sim suas ações fora da internet.

Acredito que a Era da informação do século XXI está se tornando mais para o mal do que para o bem, sem contar as inúmeras crianças sendo adulteradas, criando canais no YouTube, falando como adultas e perdendo a melhor época da vida que é ser inocente. Mas, isso já é um post para um outro assunto. 
À LA PROCHAINE!
American Horror Story desde 2011 dá pano para manga, embalado por suas histórias cada vez mais macabras, enredo bem bolado, abertura chocante e criativa, personagens psicopatas e um elenco afiado que já contou até com a participação de Lady Gaga na quinta e sexta temporada. Nessa temporada atual denominada Cult, estou achando que está um pouco parado e deixando a desejar. O legal é que cada temporada por apresentar uma história nova elas estão sempre sendo interligadas com as anteriores. Acho o Ryan Murphy (criador) um gênio por conseguir ter tanta criatividade para interligar tantas temporadas com histórias diferentes.

A história desse ano tem como pano de fundo as eleições dos Estados Unidos e com a vitória do candidato Donald Trump desperta extremismos tanto por quem votou nele como quem votou na Hilary. A personagem da maravilhosa Sarah Paulson (que se encontra desde o começo da série, sempre arrancando elogios por sua atuação maravilhosa) é homossexual, casada, com um filho, bem sucedida, mas com a vitória de Trump sua vida vira do avesso e suas fobias e paranoias voltam com força total como o medo de palhaços, pânico de lugares fechados, entre outros. Do outro lado se encontra o personagem do Evan Peters (também desde o começo e o seu forte é interpretar psicopatas) o personagem do Evan manipula o medo das pessoas contra elas mesmas e é totalmente obcecado com a política, ele quer se candidatar como vereador e acredita que a eleição do novo presidente é o começo de uma nova Era. 

                                                                            Evan Peter na sétima temporada
O que eu sempre gostei em American Horror Story é que a gente nunca sabe quem é o bonzinho, o que a gente acha na verdade é outra totalmente diferente e até que ponto chega os distúrbios psicológicos das pessoas, o que é considerado paranoia acaba se tornando real causando pânico entre os personagens e fazendo todas as histórias se interligarem. Eu sempre fico bem entusiasmada com cada novo começo de temporada de AHS, mas confesso que esse ano estou achando muito fraca. Em outras temporadas já vimos tripas sendo arrancadas, já vimos personagens sendo queimados vivos, fetos armazenados em potes de vidro, até no sentido horror como diz o nome da série está sendo beeeem parado esse ano. Eu acredito que essa temporada está sendo focada mais na desordem mental das pessoas e até que ponto elas são capazes de alcançar o que querem e de como muitas são cegas pelo ódio e se deixam levar facilmente pelo mal. Até agora estou achando a temporada bem tranquila, porque o Ryan Murphy (criador) sempre gostou de chocar com o horror e o terror, mas acho que vale muito a pena só pelo show que o Evan sempre dá como psicopata e a maravilhosa da Sarah sempre apresentando versatilidade em seus personagens icônicos. 

E vocês que já assistiram alguma temporada antiga ou estão assistindo essa nova temporada o que acharam? Ainda tem bastante água para rolar em baixo da ponte, espero que o Ryan me surpreenda e melhore os episódios Eu acho que eu estou sentindo falta de alguns atores que são muito bons e deram um show em temporadas passadas e não estão nessa, pode ser isso também. Beijo para vocês, gente.
                                                                   Sarah Paulson na sexta temporada